Água Negra - Cais

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Água Negra - Cais

Mensagem por Moderação GOT-ON em Qua Jul 16, 2014 11:04 pm



O Cais do Água Negra é um lugar movimentado, já que ele é o verdadeiro porto de Porto Real. Um lugar enorme, bem conservado e arejado. É onde fica ancorada a frota real. Também recebe muitos navios de pescadores e mercadores de outras partes do reino e até das Cidades Livres.


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Re: Água Negra - Cais

Mensagem por Allyssaine de Myr em Ter Ago 19, 2014 12:49 am


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Allysaine de Myr
a sacerdotisa vermelha


A
lyssaine, a puta vermelha. Tinha sido chamada assim durante boa parte de sua vida, e nunca se importou. Tinha apenas doze anos quando os pais a entregaram ao templo de R'hollor que ficava em Braavos. Alyssaine chegou como uma prostituta, mas era talentosa nas artes da magia, e mais que isso: era mulher. Sabia usar com perfeição a arma que tinha entre as pernas e graças à ela, hoje, era uma sacerdotisa do deus verdadeiro, do Senhor da Luz, sendo assim, se quisessem a chamar de puta, que chamassem. Para ela, era quase um elogio.

Foi nas chamas que ela viu a imagem de Aerys Targaryen. Ele não era um príncipe e nem ao menos era um homem valoroso - ela sempre soube disso -, mas ele era o meio perfeito para um fim. Era através da loucura e da vulnerabilidade de Aerys que o Senhor da Luz iria prosperar e finalmente ocupar seu lugar como o deus verdadeiro que sempre fôra. Os Westerosi precisavam conhecer a verdade. Por mais que renegassem o Senhor da Luz, este se importava com eles, e com a guerra que estavam prestes a travar. Quando Alyssaine comunicou o Alto Sacerdote sobre sua visão, ele mandou que ela interpretasse novamente, mas quando as notícias do descontentamento do rei com os sete chegaram à Braavos, todos souberam que a jovem e bela Allysaine era perfeita para sussurrar nos ouvidos do rei, e assim ela deixou para trás o templo, afim de ir ter com o rei de Westeros, por mais ambicioso que este plano pudesse ser.

Seus trajes e seus cabelos eram vermelhos. Não era de se admirar: o fogo estava dentro de si, ardendo, queimando com a mesma voracidade do êxtase provocado pelo mais vivaz dos amantes - Veja, uma mulher vermelha! - sussurravam ao seu redor, apontando-a como se fosse uma atração de pantomimeiros. Alyssaine apenas lhes dirigia  sorrisos complacentes. Suas roupas rasgadas e sua aparência deplorável tornava o uso das chamas desnecessário, a verdade estava bem ali, diante de seus olhos - Pobres crianças abandonadas por seus deuses - disse para si mesma, ostentando um sorriso de escárnio. Dirigiu-se calmamente a um dos homens que desencarregava o navio. Tinha tido noites prazerosas com aquele homem não porque nutrisse por ele algum afeto ou sentimento, e sim porque sabia que ele lhe seria útil em algum momento, e o momento havia chegado - Leve-me a uma boa estalagem. Realmente boa! Com colchões de pena e alimentação decente - disse ela, vendo o homem assentir. Seus olhos ainda traziam consigo o brilho da luxúria, ele não lhe negaria a vida se ela pedisse.

Durante todo o caminho, Alyssaine foi observada: vez ou outra, era a perna grossa e bem torneada escapando pela fenda em seu vestido que chamava atenção, outras vezes, eram seus cabelos longos e seus olhos claros como o céu, no entanto em todos via curiosidade, e para o que ela pretendia, não havia nada melhor do que a simples e subestimada curiosidade.



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Re: Água Negra - Cais

Mensagem por Aaimeé Targaryen em Ter Jan 13, 2015 8:06 pm

FIRE AND BLOOD





O sol estava insuportavelmente quente e mesmo assim a moça em seus aposentos vestia uma capa com capuz de cor indefinível, evitando que a confundissem com uma nobre. A jovem sabia que denunciava nos traços fisionômicos a linha Targaryen. A loira-platinada encarou Jeniffer. Aiameé já havia pedido para sua ama mais fiel tomar todas as providências necessárias para a viagem que a essa altura dos anos cuidando da pequena, já dominava perfeitamente suas diversas funções. - Muito obrigado Jeniffer. Você sempre cuidou tão bem de mim... – sorriu. – Você é como uma filha para mim, Srta Aiameé. - respondeu sinceramente a ama. – Na mochila que lhe entreguei, tem comida suficiente para três dias, caso aconteça algum problema na viagem. Também coloquei todo seu dinheiro ali dentro. Perdão não ter colocado suas melhores roupas e joias, penso que seja melhor viajar com uma mochila sem peso. Cuide-se, odiaria que seu pai fizesse algo com você. – A empregada alcançou a mochila para a Targaryen.– Você tem toda razão, Jeniffer. Obrigada.

Aiameé abriu cautelosamente a porta de seu quarto, verificando se os corredores estavam vazios. Saiu do castelo esgueirando-se, mas sem o capuz para não levantar suspeitas se algum guarda lhe visse. Por sorte, conseguiu sair do castelo como um fantasma. Colocou o capuz e caminhou pelas ruas de Porto Real, desviando-se em silêncio de qualquer possível soldado, com desejo de resguardar-se. Caminhou com mais timidez e humildade do que o normal. Ninguém pareceu notar sua existência e isso aliviou seu intimo profundamente. O trajeto que havia feito já era conhecido por si, desde pequena e quando já estava em uma distância segura dos muros, apressou o passo com estranha angustia em seus olhos que resumia, na sua eloquência silenciosa, todos os martírios infinitos que flagelavam a sua raça. Encontrou o barco e aproximou-se de um homem. – Senhor, o comandante, por favor? – O homem lhe lançou um olhar que pareceu uma eternidade, mas aparentemente não a havia reconhecido, apenas a visto como alguém muito bela para estar por ali, sozinha. Engoliu em seco. – Ele está vendo os peixes, lá... – Apontou em uma direção, aonde havia um homem com uma rede e peixes dentro dela.

Dirigiu-se até ele.– Senhor capitão, minha ama Jeniffer me mandou vir até seu navio. Estás partindo para Pedra do Dragão? – O capitão lhe lançou um olhar maroto e assentiu. – Sim. Espere e logo poderá entrar no barco, estamos carregando-o. Poderia ajudar, certo? –Arqueou a sobrancelha esquerda e jogou a rede com peixes para ela, que instintivamente segurou com um pouco de novo. - Claro. – Respondeu sem entusiasmo. – Que ótimo, assim sairemos mais rápido daqui.
Aiameé concordou e o homem foi concluir seu serviço. Não demoraria muito para partir e isso a alegrou. Aquele lugar fedia a peixe.



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